Seja bem vindo ao Curtindo Ciências Físicas.
Acelerador de Partículas Brasileiro Sirius: o que é e como funciona o acelerador de partículas brasileiro O início da operação de uma esta...
Seja bem vindo ao Curtindo Ciências Físicas.
TEORIAS SOBRE A ORIGEM DO UNIVERSO
Conforme Monde (2018?), as primeiras tentativas do Homem para entender a origem do planeta em que vivia - e do seu entorno - remontam aos primórdios da civilização. Com o avanço do conhecimento não apenas sobre o nosso mundo, mas também sobre o Cosmos, e ainda graças à criação e aperfeiçoamento de instrumentos para auxiliá-lo nesta tarefa, teorias foram elaboradas para, em um primeiro momento, explicar o surgimento da Terra e, logo após, do sistema no qual ela se inseria: o Sistema Solar. Por mais de 200 anos diversas e curiosas sugestões foram feitas com o objetivo de elucidar a origem do nosso Sol e de seu sistema planetário. Contudo, as sucessivas descobertas sobre a Via Láctea onde não apenas se localiza nosso sistema solar, mas muitíssimos outros sistemas solares semelhantes, resultaram na criação e posterior substituição de vários paradigmas.
1. Teoria Nebular
Idealizadores: Immanuel Kant (filósofo e metafísico alemão, 1724- 1804) e Pierre-Simon Laplace (matemático, astrônomo e físico francês, 1749-1827).
Segundo os autores, nos primórdios, há 4,6 bilhões de anos, a matéria estaria dispersa no espaço na forma de uma imensa nebulosa de gás e poeira cósmica, esférica, com altíssima temperatura e mesma velocidade angular. Essa nebulosa que rotacionava devido a sua composição molecular e continha forças atrativas e repulsivas, teria extensão maior do que as órbitas dos planetas de nosso Sistema Solar. As forças atrativas faziam com que as partículas mais densas concentrassem ao seu redor matéria menos densa, formando núcleos. Através da atração universal, os núcleos se uniram formando o Sol
2. Teoria da Catástrofe
Idealizadores: Thomas Chrowder Chamberlain (geólogo e educador americano, 1843-1928), Forest Ray Moulton (astrônomo americano, 1872-1952), James Hopwod Jeans (físico, astrônomo e matemático inglês, 1877-1946), Jules Henri Poincaré (matemático astrônomo e filósofo francês, 1854-1912) e Harold Jeffreys (matemático, astrônomo e geofísico inglês, 1891-1989).
Os idealizadores imaginaram que, no princípio, gases teriam se desdobrado em bolas gasosas gigantescas que seriam as galáxias. Nelas, condensações secundárias originariam as estrelas. Posteriormente, uma outra estrela aproximou-se de nosso Sol, fazendo com que porções de seus gases fossem arrancadas e passassem a ter um giro próprio. Essa matéria extraída de nosso Sol condensou-se e deu origem a corpúsculos sólidos ou planetesimais, isto é, aos planetas de nosso Sistema Solar. As mais longas seções da hipotética ponte gasosa estabelecida entre as duas estrelas formaram Júpiter e Saturno. Já os planetas menores teriam se constituído dentro da órbita de Júpiter e além da órbita de Saturno.
3. Teoria da Turbulência ou das Poeiras Cósmicas
Idealizadores: Subrahmanyan Chandrasekhar (físico indiano-americano, 1910-1995) e Gerard Peter Kuiper (astrônomo neerlandês-americano, 1905-1973).
Segundo Chandrasekhar e Kuiper, as poeiras interestrelares são distribuídas desuniformemente, apresentando condensações variadas e gigantescas, denominadas nuvens. Nestas nuvens de pó cósmico ocorrem outras em forma de manchas arredondadas, escassamente transparentes, denominadas glóbulos. Dos glóbulos se formariam as estrelas e planetas.
4. Teoria do Big Bang Idealizadores:
Georges-Henri Joseph Édourd Lemaître (padre, engenheiro civil e astrofísico belga, 1894-1966), Aleksander Alexandrovich Friedmann (matemático e físico russo, 1888-1925), George Antony Gamow (físico e cosmólogo russo, 1904-1968), Albert Einstein (filósofo e físico alemão-suíço-austríaco-americano, 1879- 1955), Edwin Powell Hubble (astrônomo americano, 1889-1953), Arno Allan Penzias (físico alemão-americano, 1933- ), Robert Woodrow Wilson (radioastrônomo americano, 1936- ), Phillip James Edwin Peebles (físico e cosmólogo canadense-americano, 1935- ).
As ideias de Einstein se alicerçaram sobre bases as quais Friedman elaborou seu “princípio cosmológico”, um estudo das equações da relatividade geral, que concluiu: a) o espaço tridimensional expande-se a partir de uma singularidade (ponto zero) e b) existem três formas possíveis para a expansão, denominadas “universo fechado” (finito e curvo como a superfície bidimensional de uma esfera), onde a expansão declina com o tempo, segue-se uma reversão e o universo colapsa, dando início a um novo ciclo expansivo, “universo crítico” (infinito, geometria plana) quando a expansão cessa devido ao esgotamento da matéria e da energia, o que ocorrerá apenas quando o tamanho do universo for excepcionalmente grande e, finalmente, “universo aberto” (infinito, geometria semelhante a superfície bidimensional de uma sela de cavalo), onde a taxa de expansão diminuirá, mas nunca cessará.
Em 1927, Lamaître, deduziu que certos desvios espectrais observados em nebulosas se deviam a expansão do universo como resultado da explosão do “átomo ou ovo primordial”, onde tudo se comprimia. Em certo momento, uma gigantesca explosão fragmentou o ovo, dando origem ao espaço, aos átomos e aos compostos, a toda a matéria e antimatéria, aos astros celestes e as galáxias. Sua teoria, denominada Teoria do Universo Inflacionário, sofreu sérias críticas sendo, porém, defendida ardorosamente por Gamov, um cientista muito respeitado no meio acadêmico da época.
Em 1949, o astrônomo britânico Fred Hoyle (1915-2001), designou a teoria inflacionária pejorativamente de Teoria do Big Bang (Grande Estrondo), com o objetivo de chamar a atenção para o postulado que defendia: a do “universo estacionário” (imutável). Não imaginava estar ele “batizando” a teoria que se tornaria a mais aceita pela comunidade científica para explicar o início do universo, cuja expansão, segundo seus criadores, continua.
REFERÊNCIA:
DU MONDE, Exposition du Système. TEORIAS SOBRE A ORIGEM DO UNIVERSO.
Nenhum comentário:
Postar um comentário